http://www.youtube.com/watch?v=LULoHxxsCPs&eurl=http://sindromedeestocolmo.com/archives/category/campanhas-publicitarias/
Uma propaganda da empresa do nosso estimado Daniel Ogilvy. A idéia é genial, principalmente no último episódio, em que tudo está branco. Porém, vide o produto: Um creme embraquecedor vendido na Ásia, Pond's, se não me engano. A campanha tem um forte poder de persuasão, mas tira completamente a auto estima da mulher tailandesa. By the way, o produto é da Univeler, a mesma que fabrica o Dove. Alguém ouviu falar em "beleza de verdade"* aí?
*Slogan da campanha da Dove no Brasil
sábado, 8 de novembro de 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
Olha o papo desse bicho!
Início de uma matéria de alguma agência de notícias, que saiu em vários jornais, inclusive no nosso magnífico jornal O Liberal:
"O Brasil se acostumou a ver a Bahia na TV traduzida pelas adaptações de livros de Jorge Amado (1912-2001), em séries e novelas recheadas de mulatas sensuais com sotaques muitas vezes duvidosos. A partir de amanhã, às 23h20, uma nova Bahia se descortina na Globo, nos seis episódios da série "Ó Paí, Ó'', que irá ao ar às sextas, protagonizada por Lázaro Ramos e dirigida por Monique Gardenberg, ambos baianos (...)"
Esse é o primeiro parágrafo da matéria sobre a minissérie Ó pai ó, e me deixou bastante impressionada. O cidadão, o jornalista, como sempre para levantar a bola da minissérie utilizou um recurso muito manjado de comparar com outra coisa melhor, ou seja, forçou a barra.
Mesmo que a crítica em si tenha sido sobre a adaptação e não os livros, nas adaptações tem muito da proposta de Jorge Amado na construção de um universo Baiano. Jornalista é folgado,né? É fácil falar mal, quero ver fazer igual. Talvez pelo fato do Brasil ter se acostumado a ver a Bahia traduzida pelas adaptações de livros de Jorge Amado, é que a Bahia é vista de uma maneira tão positiva. Beijos :*
"O Brasil se acostumou a ver a Bahia na TV traduzida pelas adaptações de livros de Jorge Amado (1912-2001), em séries e novelas recheadas de mulatas sensuais com sotaques muitas vezes duvidosos. A partir de amanhã, às 23h20, uma nova Bahia se descortina na Globo, nos seis episódios da série "Ó Paí, Ó'', que irá ao ar às sextas, protagonizada por Lázaro Ramos e dirigida por Monique Gardenberg, ambos baianos (...)"
Esse é o primeiro parágrafo da matéria sobre a minissérie Ó pai ó, e me deixou bastante impressionada. O cidadão, o jornalista, como sempre para levantar a bola da minissérie utilizou um recurso muito manjado de comparar com outra coisa melhor, ou seja, forçou a barra.
Mesmo que a crítica em si tenha sido sobre a adaptação e não os livros, nas adaptações tem muito da proposta de Jorge Amado na construção de um universo Baiano. Jornalista é folgado,né? É fácil falar mal, quero ver fazer igual. Talvez pelo fato do Brasil ter se acostumado a ver a Bahia traduzida pelas adaptações de livros de Jorge Amado, é que a Bahia é vista de uma maneira tão positiva. Beijos :*
domingo, 26 de outubro de 2008
er...
Tem uns erros de português aí embaixo, nas "Hereges". Bem, eu não gosto muito desse texto, os meus 'melhores' textos estão pro meu fanzine mesmo. Eu acho que meu amor pela escrita acabou...não consigo escrever uma linha...agora eu estava escrevendo uma ficção sobre um acidente do carro. Tem as falas da vítima e do culpado, que não parou para prestar socorro. Aborda a culpa. A culpa é o eterno castigo dos que vivem. É isso.
As Hereges
As hereges
As mãos atadas pegam fogo. São as bruxas enfileiradas, que gritam em uma só voz. Não se arrependem. Elas perderam a fé. E agora, o que fazer das bruxas sujas, essas mulheres amargas, desencantadas, perdidas? Queimem-nas! Não tem onde morar, e ficam jogadas ao não-esperar. Sobreviveram à misericórdia, aos cuidados paternais, rejeitaram seus amores, se refugiaram no cárcere da exaustão. As bruxas de tantas riquezas se fizeram pobres aos olhos das autoridades. Não deixavam os doutrinados se aproximassem de suas reuniões. Carregavam seus símbolos até o altar e rezavam baixo, para ninguém escutar.
Quando descobriam as hereges criavam seus mundos particulares, acusaram-nas de utilizar magia em seus rituais. Novamente, estavam amarradas. Elas superaram tudo. Menos a burrice contida na lei dos homens. A praça ainda estava cheia quando as bruxas viraram pó.
As mãos atadas pegam fogo. São as bruxas enfileiradas, que gritam em uma só voz. Não se arrependem. Elas perderam a fé. E agora, o que fazer das bruxas sujas, essas mulheres amargas, desencantadas, perdidas? Queimem-nas! Não tem onde morar, e ficam jogadas ao não-esperar. Sobreviveram à misericórdia, aos cuidados paternais, rejeitaram seus amores, se refugiaram no cárcere da exaustão. As bruxas de tantas riquezas se fizeram pobres aos olhos das autoridades. Não deixavam os doutrinados se aproximassem de suas reuniões. Carregavam seus símbolos até o altar e rezavam baixo, para ninguém escutar.
Quando descobriam as hereges criavam seus mundos particulares, acusaram-nas de utilizar magia em seus rituais. Novamente, estavam amarradas. Elas superaram tudo. Menos a burrice contida na lei dos homens. A praça ainda estava cheia quando as bruxas viraram pó.
sábado, 18 de outubro de 2008
Shopping
Texto velho, para variar... Where's my mind? la la la la la (eu deveria voltar a escrever :/)
Shopping
O Shopping foi demolido para a construção de uma praça. Os ambientalistas chiaram. Diziam que era uma volta aos tempos da proibição da serra elétrica em áreas indígenas. Diziam que o velho Shopping gerava empregos e era uma local seguro de lazer. Fizeram passeatas nas ruas segurando cartazes contra a demolição autorizada pela prefeitura. Naquele dia o prefeito perderia as eleições do próximo ano.
Mas ele foi ameaçado de morte, confessou anos mais tarde. Tinha gente poderosa brigando pela praça. Alguma multinacional afim de proporcionar entretenimento à população de maneira desinteressada, era o rumor mais forte. Sempre elas querendo inventar moda, mudando o comportamento da população tão acostumada a fazer suas comprinhas aos fins de semana. O que vão fazer com uma praça? Só tem árvore, ponte e aqueles vendedores de coco poluindo o visual e atrapalhando a passagem dos carros. E tem gente que nem sabe o que é “praça”. Para cada Shopping demolido, um novo comércio deverá ser aberto em algum lugar da cidade.
Shopping
O Shopping foi demolido para a construção de uma praça. Os ambientalistas chiaram. Diziam que era uma volta aos tempos da proibição da serra elétrica em áreas indígenas. Diziam que o velho Shopping gerava empregos e era uma local seguro de lazer. Fizeram passeatas nas ruas segurando cartazes contra a demolição autorizada pela prefeitura. Naquele dia o prefeito perderia as eleições do próximo ano.
Mas ele foi ameaçado de morte, confessou anos mais tarde. Tinha gente poderosa brigando pela praça. Alguma multinacional afim de proporcionar entretenimento à população de maneira desinteressada, era o rumor mais forte. Sempre elas querendo inventar moda, mudando o comportamento da população tão acostumada a fazer suas comprinhas aos fins de semana. O que vão fazer com uma praça? Só tem árvore, ponte e aqueles vendedores de coco poluindo o visual e atrapalhando a passagem dos carros. E tem gente que nem sabe o que é “praça”. Para cada Shopping demolido, um novo comércio deverá ser aberto em algum lugar da cidade.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Google Earth
Cara, tem um texto aqui que achei das profundezas do inferno, ele não tem data e eu nem lembrei de ter escrito,mas imagino que seja de 2005 ou 2006, por aí...mas vá lá,achei fofinho...hdfuidshfuidhfiiudsf
vejam aí:
Google Earth
Geralmente anoiteço
pouco a pouco
entre os cansados
A lua, grande e amarela
lembra um queijo chabembert
Não há estrelas, só satélites
Tiro a roupa para vestir o pijama e temo que
isso seja um ato natural a se realizar em frente a câmeras de segurança
um dia
Que desassossego é viver em um mundo vigiado pelo Google Earth.
credo, que boboca...
mas se alguém ler pode me dizer qual é aquele queijo todo furadinho? É o chabembert ou o gorgonzola?
bjos :*
vejam aí:
Google Earth
Geralmente anoiteço
pouco a pouco
entre os cansados
A lua, grande e amarela
lembra um queijo chabembert
Não há estrelas, só satélites
Tiro a roupa para vestir o pijama e temo que
isso seja um ato natural a se realizar em frente a câmeras de segurança
um dia
Que desassossego é viver em um mundo vigiado pelo Google Earth.
credo, que boboca...
mas se alguém ler pode me dizer qual é aquele queijo todo furadinho? É o chabembert ou o gorgonzola?
bjos :*
terça-feira, 7 de outubro de 2008
voltei, qridus
e aí,gente? What's up? Bem, como eu tenho plena noção que escrevo para mim mesma e agora não estou afim de filosofias nem de intelectualismo barato, tenho três coisas a dizer: ontem eu tomei sorvete, acabei de pintar meu cabelo e amanhã vou pro pagode do hilário
bjus
ê
Vocês acham que eu ia terminar aqui mesmo? Nããããoo,tenho mais três coisas a dizer: Eu vi o documentário do meu verdadeiro avô, o Tom Zé, acabei de ler a revista Piauí, e um dos meus novos projetos de vida é tirar essa chagas que é ter uma revista Época em seu lar. Gente, PRECISAM ler a reportagem do João Moreira Salles sobre o caso do caseiro Francenildo, que depôs na C.P.I dos bingos...aquilo ali é uma obra-prima do jornalismo, a melhor coisa que já li em toda minha vida,não deveria ganhar simplesmente um prêmio Esso, e sim o reconhecimento da nação brasileira e porquê não um prêmio em algum festival de cinema, uma vez que a narrativa da reportagem é movimento puro...Nação esta que me envergonhei de pertencer, senti vergonha da profissão que escolhi também...mas ao mesmo tempo, senti paixão por ela, que morre todo dia perante as derrotas sofridas, mas sempre renasce...
Ok, agora os argumentos: Cara, devastaram a vida do caseiro, a imprensa fez uma cagada, dá vontade de chorar quando a pessoa lê, o João escreve de um jeito envolvente é impossível despregar os olhos das páginas, que são muitas, até fiquei assustada com o tamanho. Você sente raiva, impotência, dó, vontade de mudar o mundo com os próprios braços. A história foi mais ou menos assim: Francenildo era um caseiro muito feliz que vivia com a sua mulher e seu filho pequeno em Brasília. Eles reparavam uma casa num condomínio de classe média alta, cuja localização era discreta. Até que um dia, o corretor apresentou a Francenildo ao mais novo inquilino da casa: Um empresário de ribeirão preto que tinha parte com o tucanato. O caseiro recebera a orientação de não comentar com ninguém o que acontecia na casa que mais tarde ficou conhecida como "casa do lobby". Pois bem. Até que um dia 'Nildo', como era chamado por seus intimos, decidiu fazer uma maldita viagem ao Piaui, decidido a encontrar o pai.
Quando via a televisão, apareceu a casa que ele cuidava, investigada pela CPI dos Bingos. Foi aí que sua honra começou a desmoronar...para resumir, o sigilo bancário dele foi ilegalmente quebrado, o pai dele nunca mais quis ver ele pintado de ouro, e ele não arranja emprego desde 2006...tá bom pra você ou quer mais? A mulher dele parou de falar com ele um tempo e até hoje ele é reconhecido na rua como 'o cara que recebeu um dinheiro da cpi dos bingos'...É foda!
Eu até queria falar sobre o documentário do Tom Zé e demonstrar a minha tristeza pois foi só mais um veiculo de comunicação a reverberar o que todos já sabem: O Tom Zé é um gênio. O pior é que eles queriam fundamental isso através da participação constragedora do Caetano Veloso...Eu acho que pra quem quer conhecer o Tom Zé só ficar falando que ele é gênio não adianta nada. Não é tocando só umas quatro músicas da obra dele sendo que uma é da época da tropicália e as outras do estudando o samba é que vamos conseguir que as pessoas compartilhem da nossa opinião. Onde já se viu documentário do Tom zé que nem ao menos cite o magnifico album "A grande liquidação"?. Sim,eu até queria falar. Mas agora tenho que ir. Beijo.
bjus
ê
Vocês acham que eu ia terminar aqui mesmo? Nããããoo,tenho mais três coisas a dizer: Eu vi o documentário do meu verdadeiro avô, o Tom Zé, acabei de ler a revista Piauí, e um dos meus novos projetos de vida é tirar essa chagas que é ter uma revista Época em seu lar. Gente, PRECISAM ler a reportagem do João Moreira Salles sobre o caso do caseiro Francenildo, que depôs na C.P.I dos bingos...aquilo ali é uma obra-prima do jornalismo, a melhor coisa que já li em toda minha vida,não deveria ganhar simplesmente um prêmio Esso, e sim o reconhecimento da nação brasileira e porquê não um prêmio em algum festival de cinema, uma vez que a narrativa da reportagem é movimento puro...Nação esta que me envergonhei de pertencer, senti vergonha da profissão que escolhi também...mas ao mesmo tempo, senti paixão por ela, que morre todo dia perante as derrotas sofridas, mas sempre renasce...
Ok, agora os argumentos: Cara, devastaram a vida do caseiro, a imprensa fez uma cagada, dá vontade de chorar quando a pessoa lê, o João escreve de um jeito envolvente é impossível despregar os olhos das páginas, que são muitas, até fiquei assustada com o tamanho. Você sente raiva, impotência, dó, vontade de mudar o mundo com os próprios braços. A história foi mais ou menos assim: Francenildo era um caseiro muito feliz que vivia com a sua mulher e seu filho pequeno em Brasília. Eles reparavam uma casa num condomínio de classe média alta, cuja localização era discreta. Até que um dia, o corretor apresentou a Francenildo ao mais novo inquilino da casa: Um empresário de ribeirão preto que tinha parte com o tucanato. O caseiro recebera a orientação de não comentar com ninguém o que acontecia na casa que mais tarde ficou conhecida como "casa do lobby". Pois bem. Até que um dia 'Nildo', como era chamado por seus intimos, decidiu fazer uma maldita viagem ao Piaui, decidido a encontrar o pai.
Quando via a televisão, apareceu a casa que ele cuidava, investigada pela CPI dos Bingos. Foi aí que sua honra começou a desmoronar...para resumir, o sigilo bancário dele foi ilegalmente quebrado, o pai dele nunca mais quis ver ele pintado de ouro, e ele não arranja emprego desde 2006...tá bom pra você ou quer mais? A mulher dele parou de falar com ele um tempo e até hoje ele é reconhecido na rua como 'o cara que recebeu um dinheiro da cpi dos bingos'...É foda!
Eu até queria falar sobre o documentário do Tom Zé e demonstrar a minha tristeza pois foi só mais um veiculo de comunicação a reverberar o que todos já sabem: O Tom Zé é um gênio. O pior é que eles queriam fundamental isso através da participação constragedora do Caetano Veloso...Eu acho que pra quem quer conhecer o Tom Zé só ficar falando que ele é gênio não adianta nada. Não é tocando só umas quatro músicas da obra dele sendo que uma é da época da tropicália e as outras do estudando o samba é que vamos conseguir que as pessoas compartilhem da nossa opinião. Onde já se viu documentário do Tom zé que nem ao menos cite o magnifico album "A grande liquidação"?. Sim,eu até queria falar. Mas agora tenho que ir. Beijo.
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